quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Idade limite para ser mãe ?

 Recortes da Glacy


     Não se fala em idade limite para ser pai. Porque então estabelecer uma idade limite para ser mãe? Ao meu ver trata-se de discriminação, ser pai ou mãe é uma escolha individual.

     Leia o texto de Letícia SorgHYPERLINK http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/?author=392  abaixo:

    Quando a britânica Sue Tollefsen (na foto com sua primeira filha) decidiu que queria ter um segundo filho aos 59 anos, acabou abrindo um debate que vai muito além da sua vida particular. Políticos e médicos começaram a discutir a necessidade de estabelecer formalmente um limite de idade para a fertilização in vitro, técnica que tornou possível que mulheres acima dos 50 sejam mães. Ela defendeu o desejo de ter um segundo filho em entrevista ao jornal The Times:
     "Concordo que deve haver um limite. Talvez 65 seja demais, mas eu ainda sou tão saudável que não vejo razões para não receber o tratamento".
     Se conseguir ser atendida, Sue pode ser a mulher mais velha a ser fertilizada dentro do país.
     O sistema público de saúde britânico (NHS) já não oferece o tratamento para mulheres com mais de 40 anos e as clínicas privadas se negam a atender mulheres acima dos 50. Mas há pelo menos dois casos de mulheres que engravidaram aos 58 anos.

     Os médicos se opõem à ideia de estabelecer uma regra de limite de idade argumentando que cada caso deve ser olhado individualmente, considerando a saúde da mãe e os possíveis riscos para o bebê. "Argumento contra a necessidade de legislar sobre esse assunto. Qualquer que seja o limite de idade que a Autoridade de Embriologia e Fertilização Humana ou os parlamentares escolham, sempre haverá casos de mulheres alguns dias mais velhas do que o limite dizendo que a lei as trata de maneira injusta", disse Allan Pacey, especialista em fertilização da Universidade de Sheffield.

     Segundo a médica, um dos efeitos de uma lei sobre o assunto seria o aumento dos tratamentos do tipo em outros países. Foi isso que Sue fez dois anos atrás, aos 57 anos, para engravidar de sua primeira filha: viajou para a Rússia, onde os limites são mais flexíveis.

     No Brasil, vocês devem se lembrar do post da Ruth com a história da empresária Lílian Seldin, que engravidou aos 53 anos e teve o saudável Patrick em outubro do ano passado.
     Sei pouco sobre a técnica e suas particularidades, mas me parece que os médicos estão sendo sensatos ao dizer que cada caso é um caso e deve ser tratado individualmente. Fico me questionando, porém, se todos os médicos, de todos os lugares do mundo, terão a ética e o profissionalismo necessários para impor limites e proteger a vida e a saúde das mulheres e das futuras crianças, mesmo daquelas que ignoram os alertas e fazem um verdadeiro périplo na tentativa de obter o tratamento. Não gostaria de estar na pele desses profissionais na hora de rejeitar o sonho de uma mulher de engravidar.

     E você, acha que é possível estabelecer uma idade limite para ser mãe? Se é, será que faz sentido estabelecer também um limite de idade para ser pai?



Share

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SER MULHER IGUATEMI

Miréia Borges



     Queridas e queridos leitores desse Blog que me enche de orgulho.

     Depois de três apresentações para Mulheres e nos dois últimos encontros terem homens na plateia, estou me despedindo no meu querido Moinhos Shopping para alçar vôo em direção ao Shopping Iguatemi.
    Agradeço de coração a comunidade Moinhos de Vento pela acolhida e espero todas no Iguatemi.

    O novo projeto se chamará " Ser Mulher Iguatemi" e abrangerá Mulheres dos 30 aos 80 anos, com 5 etapas ao longo do ano de 2012.

    O primeiro será :  Mulheres e o Hendonismo - que será realizado em abril.

    Fiquem atentas que o Shopping Iguatemi começará a fazer a divulgação, assim que terminar o Donna Fashion 2012.

    E vamos lá para esse novo desafio!

    Obrigada.

    Miréia

Share

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Frase da Semana

Maria Teresa Taschetto


"Sonhos não morrem,
apenas adormecem na alma da gente."

(Chico Buarque)




Maria Teresa - Objetos decorativos
Rua Tobias da Silva, 174. Moinhos de Vento
Porto Alegre - RS 90570.020
mtobjetosdecorativos@gmail.com
Fones (51) 32.22.95.17
(51) 99.10.53.06



Share

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Mulher tem neurônios?

Miréia Borges





     As vezes as amizades tem palavras de encorajamento, e atualmente as amigas estão dando umas às outras permissão para envelhecer.

     Permissão para envelhecer? Isso mesmo.

     Permissão para ter cabelos brancos, linhas de expressão - e uma imagem fabulosa.

     Li em um livro a seguinte frase e goste muito.

     " A ideia de que as mulheres são criaturas frágeis é puro mito."

     As mulheres estão conseguindo se desvincular dos paradigmas impostos à elas pela sociedade, no qual "ela não tem os neurônios perfeitos, sempre falta uma ligação para completar um pensamento ou dizer um conselho."
     Hoje as mulheres mostraram para todos que além de terem os neurônios perfeitos, conseguem gerenciar empresas, famílias e até mesmo o próprio companheiro (as vezes).

     Vamos pensar nisso!



     Porém.........

     Apesar de não esperarmos que eles nos cedam o assento ou segurem a porta para nós, é impossível não ficarmos fascinadas quando eles o fazem.

     Ah! a gentileza esquecida com o tempo e não digerida pelos homens.


Share

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Dama de Ferro

Carla Melani
 psicóloga


     Está em cartaz o Filme “A Dama de Ferro”, se conseguirem assistir sem se preocupar muito com convicções políticas partidárias, é um filme sobre uma Mulher que veio para fazer diferença no mundo, e fez.

     É um filme sobre o nascimento dessa dama de ferro, sobre o que há e o que não há de ferro nela. Sobre o amor, a ousadia, a coragem em seguir suas convicções. Com uma grande parceria na vida, e nos apontando a importância do humor nas relações. Mostrando as dificuldades do viver junto, de conciliar diferentes papéis, enfim temas que seguem atuais. E para o que talvez muito interesse a esse blog “da Maturidade”, um filme sobre o tempo que passa... O amadurecer, o envelhecer, o não se reconhecer em quem se vê “de uma hora para outra” em frente ao espelho. As perdas...

     Uma trilha sonora maravilhosa, uma fotografia e figurino geniais e Meryl Streep merecendo ser “oscarizável”.

     Na sessão que assisti com sala cheia, ao final “milagrosamente” todos sentadinhos, parados, talvez esperando que o filme seguisse, ou tentando se recompor da mistura de dureza e encantamento que pode ser a vida.

     Curtam!

http://www.carlamelanipsi.blogspot.com/

     abaixo o trailer







Share

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Frase da Semana

Maria Teresa Taschetto



"Tanto riso, oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão..."
(Zé Keti)



Maria Teresa- Objetos Decorativos
Rua Tobias da Silva,174 - 32229517
mtobjetosdecorativos@gmail.com




Share

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

É Carnaval !

Miréia Borges

     O que é


     O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha.    
     O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.

     História do Carnaval


     O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.

     No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.

     No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.

(http://www.suapesquisa.com/carnaval/)


Na época em que o Carnaval tinha suas Marchinhas cantadas em salões de baile.





Letra :

Mulata bossa nova

Caiu no Hully Gully
E só dá ela.
Ê! Ê! Ê! Ê! Ê! Ê! Ê! Ê!
Na passarela.

A boneca está
Cheia de fiufiu,
Esnobando as louras
E as morenas do Brasil.


     Final do século XX e agora começando o século XXI, temos o carnaval em desfiles de Escolas de Samba.
     Vários Estados do Brasil podemos ver os desfiles, mas o mais famoso de todos, é o desfile do Rio de Janeiro no Sambódromo.

     Com músicas inerentes de cada escola de samba, o Carnaval no Brasil se tornou um Show Internacional.






                     Pule, deixe os fantasmas sairem e volta revigorada para o começo de 2012 integral.

                                                         Bom Carnaval !


Share

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Fotopoesia Madura

Carla Melani
Psicóloga


Valentine's Day

 


Recado do Amor:
"Não me abandone"!


http://carlamelani.blogspot.com/

14.02.2012


Share

O que aprendi com o pior jornalista do mundo ! - Parte 2

Recortes da Glacy


     Penso que nossa liberdade é limitada e que, como dizia Nietzsche, o livre arbítrio não existe. Explico, do meu jeito. Temos arbítrio, mas ele está longe de ser totalmente livre. Cada escolha nossa é não só baseada em prós e contras, mas também em influências externas e internas. No lado de fora, a cultura e os valores da época em quem vivemos, o meio onde nascemos e onde nos fizemos adultos, os desafios materiais que a sobrevivência nos impõe. No interior, nosso vasto inconsciente nebuloso, nossas pulsões, o dentro que está além do nosso controle.


     Nosso estar no mundo – e em nós mesmos – elimina a possibilidade do livre arbítrio. Mas a imperfeição desta liberdade não nos absolve do arbítrio. Se, ao contrário, caíssemos no outro extremo, o de que nossas escolhas são totalmente determinadas pela cultura ou pela genética ou pelas nossas necessidades de fins que permitem todos os meios, nos colocaríamos além de qualquer responsabilização. Seríamos como marionetes de uma guerra de desrazão por almas que não temos.

     Como aquelas pessoas que bochecham a boca com o discurso da liberdade de prateleira e, sempre que possível, responsabilizam o chefe pelo mal que fazem, com a justificativa de que estão cumprindo ordens. Delegam a responsabilidade pelos seus atos, quando mesmo o mais cativo entre nós ainda tem uma estreita margem de escolha. Nossa vizinhança está cheia de gente como Adolf Eichmann, o oficial nazista responsável pela logística do extermínio dos judeus. Em seu julgamento, o nazista surpreendeu o mundo porque, em vez de um monstro sanguinário, se revelou um humano medíocre e mais semelhante do que diferente daqueles que o assistiam. O episódio foi analisado com brilhantismo por Hannah Arendt em “Eichmann em Jerusalém – um relato sobre a banalidade do mal” (Companhia das Letras).

     Penso que a resposta não está nos extremos. Se a liberdade é tão fugidia que nos escapa a cada momento, maior deve ser a nossa ânsia de buscá-la. Desde que Olhos Azuis tentou me provar que eu tinha tão pouca escolha de fazer o bem quanto ele de praticar o mal, ainda que nossos imperativos fossem opostos, passei a perseguir com muito mais empenho um jeito de viver que tornasse minhas escolhas mais minhas, mesmo sabendo que jamais serão totalmente minhas.

     Quando tratamos a liberdade como um bem adquirido ou um direito consolidado, penso que corremos o risco de perdê-la lá onde ela efetivamente está: nas bordas. Se a aceitamos como mercadoria – como uma velha calça azul e desbotada, ainda que novíssima, com rasgões de fábrica e com uma etiqueta que lhe multiplica o preço – nos perdemos dela porque deixamos de procurá-la. Quanto mais fácil e dada a liberdade está, mais nos afastamos dela.

     A liberdade é uma coisa séria – e muito mais séria é porque jamais a teremos por completo. Ao contrário do que Olhos Azuis insinuou, a liberdade não se torna algo menor porque inalcançável – mas maior e mais vital porque nos escapa. A liberdade exige – e cobra – nossos melhores esforços.

     Penso que a melhor forma de tornar nossas escolhas mais nossas é também a mais difícil: duvidar o tempo todo de nossas certezas. Duvidar de nossos porquês mais óbvios. De nossa rotina estabelecida, de nossos velhos hábitos, de afirmações como “eu sou assim” ou “fulano nunca vai mudar”. Duvidar de que a vida tenha de ser de uma determinada maneira ou de outra. Duvidar de nossas crenças mais profundas, duvidar de nossas necessidades de consumo. Duvidar de que não exista um outro jeito de viver nem um outro mundo melhor que este a ser construído. Duvidar de gente que diz que está fazendo algo para o nosso bem. E mais ainda se essas pessoas estão em lugar de poder. Duvidar quando a gente diz que está fazendo algo para o bem do outro. Assim como a liberdade, o bem não tem respostas óbvias.

     Duvidar não é um exercício fácil. É um ato de resistência internamente tão exaustivo – e tão perigoso – quanto atravessar o Atlântico num barco a remo. Escolher duvidar como caminho para alargar nosso estreito espaço de liberdade é uma boa meta para 2012. Só os escravos de espírito têm certezas de concreto armado. Quem anseia pela liberdade, ainda que imperfeita, escolhe tornar-se um colecionador de dúvidas.

     Com o passar dos anos, Olhos Azuis foi perdendo sua aura de personagem clássico da literatura em minha memória. Bem aos poucos, ele tornou-se uma figura triste, quase patética. Que, como muitas figuras tristes, quase patéticas, tinha um bom emprego e o pequeno poder de mentir em larga escala. Nunca mais ouvi falar no seu nome. Mas sou grata a ele por ter me arrancado algumas certezas. Ao escolher duvidar dele e de mim, simultaneamente, acessei uma experiência mais profunda. Escolher o que fazer com nossas lembranças é um flerte com a liberdade. É arbítrio, quase livre.

ELIANE BRUM


Share

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Frase da Semana

Maria Teresa Taschetto



"Todos vêem o que pareces,
poucos percebem o que és."
(Nicolau Maquiavel)




Maria Teresa- Objetos Decorativos
Rua Tobias da Silva,174 - 32229517
mtobjetosdecorativos@gmail.com



Share

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O que aprendi com o pior jornalista do mundo ! Parte 1

Recortes da Glacy


     Somos livres para escolher o mal? Somos livres para escolher o bem? Uma pequena reflexão sobre o livre arbítrio a partir do encontro com um personagem real que parece saído da literatura.

     Na primavera de 2000, entrou na minha vida um personagem da literatura. Um repórter de um jornal europeu me procurou, por intermédio de uma colega, porque viria ao Brasil e queria fazer uma reportagem sobre prostituição infantil. Expliquei a ele que, para fazer algo que valesse a pena nessa área, ele precisaria de tempo e bastante trabalho. Por considerar a pauta relevante e uma repercussão no exterior importante, abri todas as minhas fontes e fiz contatos com outros jornalistas que trabalhavam com o tema em capitais nordestinas.
     Fiz, praticamente, uma pré-produção para que ele pudesse fazer a reportagem quando chegasse ao país.   Mas ele não a fez. Passou uma semana entre São Paulo e Rio de Janeiro e, para meu espanto, publicou em seu jornal uma reportagem sobre meninas leiloadas em jogos no centro-oeste do Brasil, onde jamais havia colocado os pés. Não precisei investigar. O próprio jornalista me contou que havia copiado um texto publicado anos antes em um jornal do interior daquela região como se fosse seu. Segundo ele, com a anuência do autor. Publicou como se fosse o retrato do momento e como se tivesse estado lá.

     Eu sabia que coisas assim aconteciam mesmo na melhor – e às vezes entojada – imprensa europeia. Mas jamais testemunhara. Até então eu e o jornalista nunca tínhamos nos visto. Fiquei tão indignada que marquei um encontro para dizer o que pensava olhando na sua cara. Quando cheguei ao bar, ele já estava lá, no longo balcão. Tinha em torno de 50 anos, talvez menos, um físico de mercenário e os olhos mais azuis que eu já tinha visto. Pedi uma taça de vinho e fiz de imediato o que tinha ido fazer. Disse que gente como ele fazia mal não só ao jornalismo, mas ao mundo. E que conhecê-lo tinha sido um desprazer.

     O jornalista me ouviu como se eu estivesse contando o enredo de uma comédia romântica. Me provocou, com um sorriso de Humphrey Bogart:
     “Então, você sempre faz o que é certo?”.
     Em seguida, me contou que na guerra do Golfo foi tirado do banho do hotel, em Paris, para dar um boletim ao vivo na rádio – e deu, descrevendo a violência que não transcorria diante dos seus olhos. Enquanto o vinho encolhia na garrafa, ele foi desfiando uma longa lista de pecados jornalísticos. Acho que no início queria apenas me chocar, por me considerar uma espécie de virgem da imprensa dos trópicos.   Aos poucos, porém, foi trocando a ironia pela amargura. E começou a parecer um homem perigoso de outras maneiras.

     Nesta altura, algum leitor pode estar se perguntando por que eu permaneci lá, sentada ao seu lado. É uma boa pergunta. Acho que fiquei porque aquele personagem me fascinava. Ele parecia saído da literatura – e era da vida. E manipulava a vida real que deveria contar. Em certo momento, voltei a habitar o meu corpo e disse que sentia um profundo desprezo por pessoas como ele e que o mundo seria melhor se ele mudasse de profissão. E que, sim, estava na hora de eu ir embora.

     Ele então me olhou com aqueles olhos quase transparentes e disse:

     - Vou te fazer uma proposta. Só por um dia, eu vou fazer o bem desde o momento em que acordar até a hora de dormir. Em troca, você vai fazer o mal em todas as oportunidades. Amanhã, um dia apenas, viveremos este pacto.

     (Pare de ler por um momento, agora, e pense por pelo menos um minuto nessa proposta, como se ela fosse feita a você. Pense com a mente aberta e com a honestidade que só temos com nós mesmos, na sala privada, trancada à chave, de nossas reflexões secretas.)

     Disfarçando meu desconcerto, respondi que ele soava como um péssimo Mefistófeles e que seria um ator ainda pior do que era jornalista. Pagamos a conta, e o vi desaparecer na escuridão da rua. Naquele momento, ao vê-lo meio curvado e atormentado sobre o próprio corpo, ele parecia mais o Mister Hyde, de Stevenson, do que o personagem imortalizado por Goethe. Peguei um táxi e fui para casa. Naquela época eu morava sozinha e passei a noite de olhos estalados sobre a cama feita. Ele tinha me perturbado.

     Enquanto atravessava a madrugada em uma espécie de transe, eu imaginava como seria levantar no dia seguinte e escolher fazer o mal. Nada muito complexo e com muitas nuances, apenas o mal mais trivial. O que talvez pudéssemos chamar de pequeno mal, amplamente praticado e pouco confessado. Chutar em vez de acariciar o gato, apontar o bigode que a colega de trabalho descoloria no esforço de que ninguém o descobrisse ou a calvície que um amigo se esforçava por disfarçar, humilhar os que estavam abaixo na hierarquia, disseminar comentários cruéis sempre que tivesse oportunidade. Por escolha.

     Era como se embriagar de liberdade. É claro que, como todo mundo, eu já havia praticado pequenos atos de maldade. Mas raramente como opção consciente. Em geral meu histórico de maldades, maior na infância e na juventude, contém deslizes e omissões – seguidas por um sentimento de culpa que me impingia bolas de ferro no espírito ao perceber o que havia feito. Pensar que eu podia escolher fazer o mal era algo perturbadoramente sedutor.

     No dia seguinte, entorpecida de sono, eu já sabia que seguiria tentando ser a melhor versão de mim mesma. Mas jamais me esqueci desta história – e da inquietação com que ela me assinalou. “Olhos Azuis” – é assim que eu chamo esse enigmático personagem que assaltou meu sossego numa noite da primavera de 2000 – me fez enxergar algo sobre mim. Não algo como tema de um debate filosófico, onde as palavras nem sempre se sujam com as tripas, mas algo como uma possibilidade encarnada na vida. Suas palavras deformadas me deram um vislumbre da liberdade. E eu corri dela o mais rápido que pude.

     Eu soube ali que não poderia escolher praticar o mal. Eu só poderia escolher praticar o bem – o que implica descobrir a cada passo o que isso significa. Se eu não sou livre para escolher praticar o mal, então eu seria livre para escolher praticar o bem? Não. Ou há escolha – ou não há escolha. Não pode haver escolha só para um lado. Desde então, marco esta noite como aquela em que eu perdi a ilusão da liberdade graças a um dos piores jornalistas de todos os tempos.

......................................

         ELIANE BRUM


Share

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Não consigo mais escrever !

Miréia Borges



Pois é, queridas leitoras, ando com depressão de escrita, rsrsrsrs

     De umas semanas para cá, muitas coisas estão acontecendo, e essa Madura que começou esse blog para expor suas idéias e protestar contra as revistas e as lojas sem roupas para Mulheres Maduras, parou de pensar. Minha cabeça anda oca e minhas idéias parecem que pegaram alguma nuvem e se foram para outros “pagos”.

     Primeiro veio um dezembro assustador, sem medicamento para suavizar as dores de minha artrite, blog foi retirado do ar, por problemas de pagamento que eu nem sabia que tinha, pois nunca tratei disso e quem tratava não avisou que tinha chegado a fatura, passaram as festas, mãe nos deu um susto , e como somos 4 irmãos ela veio para ficar uns dias em minha casa. Paralelo a isso, empregada saiu de férias, eu com novos projetos andando, algumas coisas importantes deram errado, tendo que decidir urgente que caminho alternativo tomar.

     Chega nova aplicação, problemas burocráticos com médico, hospital, ufa!!!!! Não consigo mais ter serenidade para escrever. O que está acontecendo comigo?

     Nosso blog não tem mais me dado tesão, minha coluna na Cultnews em standby, o blog do ZH Moinhos abandonado.

     Helloooooouuuuuu onde vou parar?

     Só para dar uma satisfação gente.

     Logo vou ficar melhor e juro que essa Madura Guerreira aqui, vai se recuperar.

     Agradeço as amigas que enviam colaboração para o blog para que esse não fique abandonado.

     Obrigada mesmo de coração!






Share

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Meu Mundo Psi

Carla Melani

(Psicóloga)



     Perguntas: somente pelo site: www.donnazh.com.br
     Todas estão no Blog: Meu Mundo Psi


     PERGUNTA


     Fui casada há 16 anos (me casei com 13 anos). Não deu certo e nos separamos, fiquei cinco anos sozinha. Um dia conheci esse meu atual namorado, ele é 11 anos mais novo do que eu (tenho 35 anos). No começo do namoro era muito bom, ele era muito romântico e atencioso, já faz um ano de namoro. Agora ele quer curtir a vida com os amigos. Ele me diz que só sai para beber e que não tem interesse em mulher lá fora. Eu não consigo lidar com essa situação e também não aceito. Faço de tudo para agradá-lo. Eu estou enlouquecendo, o que devo fazer?

Enviada por keila christian macedo, 35 - campinas (SP)

RESPOSTA

CARLA MELANI

     Precisam discutir se cada um está querendo uma relação diferente, ele com mais liberdade e você com mais atenção e se isso é possível a cada um avançar. Ou será que ele não quer mais essa relação, independente do tanto de esforço da tua parte e você que segue insistindo, sozinha? Ao trabalho!




Share

Sonhos Impossíveis !

Anamaria Lines





      Hoje acordei, abri o computador e dei de cara com esse pensamento de Ghandi –

     “Sonhos a princípio parecem impossíveis, depois parecem improváveis, e finalmente quando nas comprometemos com nos mesmos eles se tornam invevitáveis”.


     Fiquei pensando que maravilhoso e assustador poder termos em nossas mãos nosso destino, nossa vida , nosso sucesso e alegria. Está tudo intimamente interligado com nossas escolhas e ações .

     Por vezes, acompanhamos o sucesso de alguém e pensamos o quanto gostaríamos de estar em “seus sapatos” , pensamos se o outro teve a sorte ou a oportunidade que não tivemos . Mas provavelmente o que aconteceu é que ele foi além das primeiras palavras do pensamento de Ghandi .

     Quantas vezes freamos nossos sonhos, considerando que eles são impossíveis , quantas vezes, retornamos no meio do caminho pois nossos sonhos são improváveis ?

     Quantos de nós tem a coragem , firmeza e confiança de ir além e tornar os sonhos inevitáveis ?

     Esta é a nossa missão . Tornar nossos sonhos realidade . Acreditem !




Share

Frase da Semana

Maria Teresa Taschetto



"Construímos muros demais
e pontes de menos."
(Isaac Newton)


Maria Teresa- Objetos Decorativos

Rua Tobias da Silva,174 - 32229517
mtobjetosdecorativos@gmail.com


Share